ENTREVISTA: Daniela Camepelo – As Styllozas

Sucesso hoje e sempre, Daniela Campelo tem uma história que se confunde com o próprio forró. A conversa de hoje começa de uma maneira muito especial pois Dani mandou um alô especial pra nossa equipe e pros leitores do Portal Forró. Em seguida, uma super entrevista onde ela fala um pouco da sua intimidade, carreira, lançamentos e projetos do passado e do futuro!

 

 

 

1 – Dani, fala pra gente como você começou sua carreira e como foi que você decidiu cantar forró?

Comecei a cantar na igreja , sempre fui MPbista mas como sempre amei dançar então fui cantando de brincadeira até que a Rita de Cassia me convidou pra fazer um teste na Banda  Aquárius, banda do grupo Mastruz com Leite.  Aliás uma banda muito famosa por sua qualidade musical. E assim de 1994 até 1997, fiz parte dessa equipe dividindo o palco com grandes professores, Nelcy Borges hoje coordenador do Mastruz, Xampu hoje cantor de banda de Baile, Rita Meireles, hoje back vocal de Cristiano Araújo e o irreverente Chico Lopes. Gente como eu amava essa banda!

 2 – Você tem uma identidade muito forte com a Banda Styllus, fala um pouco do seu carinho pela banda e qual sua música preferida de todas que interpretou no forró e por lá?

Gente meu amor pela Banda Styllus é eterno. Eu sentava nas rodas de conversa dos “adultos”, pra cantar  e lá estava ele, Ednir Maia(dono da Banda  Styllus), cantando Guardo no Peito, Flertes, Coração Velho…meu Deus aquilo pra mim era mágico. Como  somos do interior sempre fui amiga de Joab e Ailson e tempos depois eles me chamaram pra vir cantar na banda Styllus ao lado de Rozangela e eu adorei.De brinde, ganhei ums dos maiores clássicos da banda, Flertes  foi o maior prêmio musical que recebi nessa encarnação. Vai ser difícil uma música ser tão minha cara quanto essa, se bem que tiveram muitas outras importantes, mas Flertes é especial e mágica.

3 – As Styllozas vem com o bordão ”O que é bom nunca sai de moda” qual sua visão da cena forrozeira atual?

Eu acho que as mudanças em qualquer cenário são bem vindas,porém com isso temos perdas e ganhos e no forró não seria diferente. Perdemos a magia do romance, das coisas simples, do aconchego nas musicas bem tocadas, com letras mais harmoniosas enfim… Porém ganhamos no respeito com os cantores, no investimento a tecnologia e pra fechar com chave de ouro veio a internet. Antes não tínhamos a possibilidade de ter esse diálogo. A rede mundial de computadores mudou muito o Forró.

4 – Fala pra gente sobre seu retorno ao forró: existem dificuldades para quem decide começar do zero e montar uma banda?

Mas claro que sim…existem dificuldades pra todos os artistas brasileiros e principalmente pra quem levanta a bandeira como a minha, da boa música, de não se corromper nem musicalmente nem no caráter, enfim, luta diária que nunca cessa.

5 – O movimento das antigas está cada dia mais forte graças aos fãs que relembram com carinho o forró surgido na década de 90. Fala um pouco da sua relação com os fãs

Amuuuuu esses fãs que se tornam amigos, como você, Clovis, como Luis, Winicíus, Francisco, Nany e tantos e tantos…Alcides…todos eu conheci pela net e por serem fãs desse bom forró e da nossa história com ele. Isso é maravilhoso, sou viciada na net mesmo, tenho prazer em responder todos os recados. Minha produção no show fica loca kkk eu quebro todos os protocolos kkk mas atendo a todos.

6 – Dani, sabemos que foram vários, mas diz pra gente um monte engraçado/emocionante que marcou a sua carreira e que hoje você lembra com carinho

Kkkkkkkkk rapaz, já passamos por tantas coisas boas em bandas…desde viajar de ônibus pra São Paulo e passar a noite jogando baralho nos frios de Minas, como engasgar com água encima do palco e não poder cantar kkk, a introdução ser uma e você entrar em outra kkk, fugir da produção e dos  donos de banda o dia todo e ir encontrar os fãs e amigos passando o dia em Porto de Galinhas kkk tipo essas coisaa que nos fazem mortais como qualquer pessoa que ama a vida.

7 -Muitos fãs como a gente sonham em te ver lá em cima no seu projeto das Styllozas mas, caso rolasse um convite um convite pra voltar a Banda Styllus e a própria SomZoom, você aceitaria?

Quem sabe…numa hora como essa, de mudar o rumo da história muita coisa estaria em jogo: dinheiro, condições mas principalmente a liberdade no projeto e até onde ele teria minha cara.

8 -O primeiro cd das Styllozas foi bem produzido, com grandes participações e o novo não ficou atrás aumentando ainda mais o nível. Qual delas foram mais especiais? Qual sua relação com os cantores da geração das antigas?

Olhe os dois Cds falam muito de mim, das músicas que eu gosto de cantar…sempre quis fazer um CD que fosse diferente do show. Que reunisse clássicos e pessoas importantes. O segundo tem um gosto mais desafiador, digamos assim. Tenho muita amizade com muita gente das antigas: Aduílio, Bete, Gil, Joelma, Katia, na verdade, sou fã de todos.

9- Dani, muitos de nós começamos a curtir as Styllozas com você e sua ex-parceira Rosangela. Como foi a relação de vocês nesse período e porque a parceria não vingou?

Olhe eu sou fã de Rozangela, acho ela uma grande cantora, nunca tivemos nenhuma desavença, discurssão ou qualquer coisa que influenciasse no projeto. Quando decidi voltar ao forró, pensei logo nela pra irmos juntas pois nunca gostei do SOLO, sempre tivemos muita química juntas. Mas ela decidiu mudar o curso de sua vida e cabe a mim respeitá-la, o que acho de verdade, uma pena. Juntas éramos muito fortes  mas agora cabe a mim ser forte por todos…tô tentando na expectativa de conseguir.

10 – Sabemos que você é professora de canto e entende de música, o que você acha de cantoras tão boas com timbres bonitos e potencia cantando músicas efêmeras com letras de bagaceira e ostentação? Você acha que cantar isso é gosto pessoal ou pra se adaptar ao mercado?

Isso é muito pessoal, sabe Clóvis. Mas eu acho que o mercado se afunilou muito e ficamos sem opção de estilo. Nem todo mundo se profissionalizou e buscou outros meios. Quando o mercado do forró se corrompeu muito, eu decidi dá um tempo, esse tempo durou 10 anos. Estudei música, fiz barzinho, fiz baile, fiz shows temáticos de MPB, participei de festivais de música. Foi essa a minha saída pra continuar fazendo música mas sem me corromper e espero poder sustentar essa minha opinião.

11 – Dani, é chegado o fim de mais uma entrevista do nosso blog. Deixe uma mensagem pra nós e pros seus seguidores fiéis:

Olha minha gente…Tem uma música que adoro do Renato Teixeira e Dominguinhos que diz: “Amizade Sincera é um santo remédio, um abrigo seguro é natural da amizade um abraço, um aperto de mão e um sorriso! Por isso se for preciso conte comigo, amigo disponha! Lembre-se sempre que mesmo modesta minha casa será sempre sua. E é assim que me disperso, dizendo que amo falar com vocês, e que todos os dias separo uma hora do meu dia pra atender a todos e isso me traz muita felicidade. O que sugiro é que não cansem e nunca desistam dessa bandeira afinal o que é bom Nunca sai de Moda, beijo meus #styllozos

Vem aí o primeiro clipe das Styllozas, enquanto isso baixe o link do volume dois dessa super banda:

http://www.suamusica.com.br/#!/AsStyllozasVol02

 

 

 

E mais dois vídeos com minhas músicas preferidas na voz dela rs

 

FORRÓ SOM FOLIA – O QUE É QUE EU VOU FAZER

 

BANDA STYLLUS – FLERTES

 

 

 

Procura-se um substituto

Sem título

Vivemos de comparação. O mundo em toda sua história sofre ou beneficia-se do pesaroso legado da comparação. Aprendemos comparando, evoluímos observando, constuímos com base em estrutura antigas e sofremos com a frustração da vontade que fosse igual.
Assim é o forrozeiro. Seu ancestral comum criou um corpo e daí vários foram mudando a obra, pintando do seu jeito, colocando novos ares e cada um com sua arte deu um tom a aquilo que mais se adequava. Em um mundo cada vez mais centrado no valor do que veste o corpo do que no próprio conteúdo e na matéria, muitos pedaços desse ser chamado forró foram caindo no meio do caminho, ganhou nova cara e os admiradores (nós) ficamos ali ora caminhando, ora chorando pelas partes deixadas pra trás.
Procuramos um substituto, vivemos de passado mas queremos que ande pra frente. Assim é a dança dos cantores famosos ao menos nos nossos corações, assim é o ritmo do ritmo, não saberia seu Luiz o quando iríamos xaxar por andar pelo mundo procurando qual a verdadeira cara desse ritmo.
E pra você o forró parece com o quê?

Falando em Forró: Forró do Bom – Agosto 2014

Um novo repertório, um novo Forró do Bom que parece com o repertório de muitas bandas do momento. O grupo veio com uma nova pegado e arranjos diferentes para canções do momento. Confiram:

LINK: http://www.suamusica.com.br/#!/ShowDetalhes.php?id=444022

 

Crítica:

Kátia Cilene e Aduílio tem vozes extremamente marcantes e que já fazem parte da história do forró. Contra fatos não há arguentos. Sucessos consagrados desde o tempo do Mastruz, Magníficos, Forró Moral e Caviar com Rapadura e no próprio Forró do Bom criaram uma forte identidade que já se confunde com o ritmo na voz deses dois artistas. Daí olhamos pro novo promocional da Banda Forró do Bom: a proposta atual é proporcionar uma nova emoção pros fãs. A emoção infelizmente não é tão nova, tampouco inédita!
Dá um pouco de tristeza ouvir dois cantores do mais alto nível mergulhados na pegada do momento ”por uma questão de sobrevivência” (porque eu quero acreditar que eles não gostam de cantar isso). Kátia cantando música de bagaceira e Aduílio emprestando a voz pra ””’clássicos””’ como Gelo na Balada enquanto tantos clássicos esperam pra ser reinterpretados e compositores românticos estão por aí cheios de CANÇÕES INÉDITAS para mudar um pouco o mesmismo do ritmo.
Particularmente, reconheço que a batida das músicas está muito bem harmonizada com a proposta do CD. Arranjos e vozes impecáveis não são o problema mas o que distoa do ritmo é a letra e pegada swingada que se fosse há 10 anos ninguém acreditaria que esses cantores faria. O novo promocional não está proporcional ao talento de Kátia Cilene e Aduílio Mendes….

CD: Kiko Salli e Jeanne – No bailinho do forró

Ele ex-Mastruz e Catuaba e ela ex-Limão com Mel, saíram do forró, foram pro sertanejo e hoje são uma dupla romântica que lançou um cd só com clássicos do forró. Forró de altíssima qualidade fizeram esses irmãos!

 

LINK: http://www.suamusica.com.br/#!/ShowDetalhes.php?id=417110&kiko-salli-&-jeanne-bailinho-do-forró.html

 

CD: Bonde do Brasil – Cansei de Esperar

Novo CD Bonde do Brasil, a banda que vem conquistando o Brasil, lança seu mais novo CD com um repertório 2 em 1, romântico e pisadinha

LINK: http://www.suamusica.com.br/#!/ShowDetalhes.php?id=444108

 

ENTREVISTA: Ana Amélia do Forró Mel com Terra

Dona de uma voz emocionante e de uma história linda no forró, a cantora cearense natural de Quixeramobim, Ana Amélia ficou conhecida nacionalmente depois de sua estréia no Mastruz com Leite com vários sucessos inesquecíveis na discografia da banda. Recentemente, ela e o esposo cantor e também famoso, João Filho, voltaram a antiga casa Somzoom, no Forró Mel com Terra e estão mais uma vez conquistando novos fãs e  o Brasil. Confiram essa super entrevista que a Ana concedeu pro nosso site:

1- Como começou sua história como cantora , quais bandas você passou antes de chegar ao Mastruz?

Minha história com a música começou bem cedo, meu pai desejava que eu tocasse teclado e me ensinava algumas canções ,a primeira que aprendi foi “ ASA BRANCA”. Sempre fui fã da Sandy, cresci ouvindo, cada “fita” nova era uma emoção!!! Aí tive a certeza de que queria cantar! Em todas as festinhas na escola, festivais de música, lá estava eu rsrs. Aos oito anos comecei a cantar num grupo de pagode, “Razão de Viver”, onde todos os músicos eram amigos de meu pai (que tb é músico e fazia parte do grupo) . Depois comecei a cantar forró na “Banda Shock”, “Felipão e Banda Sanfona de Ouro”, “Beleza Pura”, “Mistura Nordestina”,” Forró Total”, “Banda Remelexo” fiz música ao vivo com  John Robson, Natan dos Teclados, Beto e, quando entrei no concurso da Mastruz estava cantando na banda “Peso do Forró”. Espero não ter esquecido ninguém rsrsrsrs…

2- Como é estar de volta a SomZoom? Houve alguma represália de fãs mais antigos e conservadores assim que você entrou na MCL , uma vez que você entrou e teve músicas de destaque?

Fui recebida com muito carinho  pelos integrantes da MCL, bem como por seus fãs! Tudo é questão de atitude, nunca almejei o lugar de Kátia ou de Bete, ficava encantada olhando pra elas no palco! A primeira canção que gravei foi “Teu silêncio” , de Rita de Cássia, fiquei super feliz quando começamos a tocá-la nos shows e os fãs cantavam, emoção indescritível! Foi tudo muito natural…

3- Como você lida com as pessoas que te criticam por ter voltado ao forró? Você voltaria pro Mastruz caso surja o convite?

Decidi calar, era o necessário. Quando temos a certeza e o direcionamento de Deus para determinada decisão, caminhamos com passos firmes diante de qualquer circunstancia. Meu coração está firmado em uma Rocha, Jesus Cristo!

Estaria mentindo se dissesse que não voltaria pra MCL, como sempre falo, foi um período bem especial de minha vida. Acredito que tudo acontece como Deus já planejou, de 2003 pra cá, muita coisa mudou em mim, sou mãe, e o que mais pesaria em minha decisão seria o fato de ficar muito tempo longe de minha filha.

Logo no início, quando decidimos voltar a cantar, pensei que não suportaria, conversamos muito (João e eu), conversamos com Yanne, ela entende que estamos trabalhando e apóia da maneira dela.

Está sendo muito bom pra mim, trabalhar com o que gosto e estar na Mel com Terra, ao lado de Lucinha, Mário e Rômulo, tem sido uma experiência maravilhosa! Fomos acolhidos com muito carinho por todos da banda e da empresa em geral.

4- O Mel deu uma ressurgida com a sua volta e de João Filho, seu esposo, vocês voltaram mais maduros e melhores do que nunca. Vocês têm que participação na banda além de cantar ? Escolhem repertório tem?

Na realidade, Mel com Terra retornou há mais de um ano e faz seis meses que chegamos, é uma banda com uma história linda, canções que marcaram o coração dos forrozeiros. O repertório é organizado por Pedro, o coordenador, e Ferreira Filho, o produtor musical. Mas nós cantores ficamos à vontade para escolher também algumas canções.

5- Como você vê essa fase de forró ostentação ? Você acompanha as bandas deste seguimento?

Acredito que não só eu tenho me entristecido com tudo isso. Quem sentiu o sabor de um forró que falava de sentimentos, dificilmente vai engolir as propagandas cantadas de carros e bebidas. Nós , cantores e compositores, temos uma responsabilidade tremenda nas mãos, não fazemos músicas simplesmente por fazer, temos um propósito em tudo, ou pelo menos deveríamos ter. Não curto, nem compartilho canções que tratam o que é “fundamental” como supérfluo e o que é supérfluo como algo essencial.

6- O que você acha desse apelo dos fãs do Mastruz pra que você e João voltem , afinal  marcaram e muito nessa banda?

Fico muito feliz e agradeço sempre o carinho de todos pois também marcaram nossas vidas! Durante esses sete anos que ficamos longe dos palcos, não deixamos de receber mensagens e ligações nas datas especiais. Quando fomos demitidos da MCL, acreditamos ter sido algo preparado por Deus, fazia dois meses que havíamos casado e fomos viver um novo tempo, só nosso, com nossos projetos e sonhos, e assim o fizemos. Tudo tem um tempo certo pra acontecer.

7- A letra da música “Tá colado” eh uma declaração de amor ao João filho, pois a química dos dois no clipe é contagiante ?

Fizemos juntos essa canção, mas especificamente o trecho onde canto “pra quem falou, que a gente não duraria um mês…” Recordei o início, só nós acreditávamos no nosso amor, porque todo mundo só conseguia enxergar o quão éramos diferentes um do outro! ( e como!!!) rsrsrsrs, são 10 anos e meio juntos, o tempo passa, e mais aumenta essa certeza em meu coração!!!

8- O forró tem vários artistas que dedicam suas vozes a música gospel como Daniel Diau e Batista Lima,Michelle Menezes você é amiga e já pensou em fazer algum trabalho com eles?

Nunca pensei num projeto assim mas seria bem legal!

9- O que os fãs podem esperar do Mel nos próximos meses?

Já temos quatro músicas inéditas, vídeo clips para divulgação, podemos aguardar que muitas novidades estão sendo preparadas pela direção da SomZoom.

10-Fala pra gente como surgiu o convite pra voltar ao Mel com Terra? Você tem uma relação muito atenciosa com os fãs, qual a importância que eles tem na sua carreira? Qual a música que você cantou no Mastruz com Leite que mais te emocionou? Nossa entrevista está chegando ao fim, deixa uma mensagem pra seus fãs:

Vou procurar ser breve. Estávamos num período de oração, pedindo o direcionamento de Deus sobre nossas vidas e um possível retorno ao forró, Emanoel ligou bem nesse período e nós percebemos que havia chegado o momento.

Sempre fui muito ligada aos fãs, é pra eles que a gente canta e procura fazer melhor. Gosto de cantar olhando nos olhos, ouvindo as vozes em um único som, é isso que faz valer à pena.

Tenho duas canções especiais, “Teu silêncio” porque foi a primeira e “Sem direção” pela proposta diferente e desafiadora.

Um beijão, obrigada pelo carinho!

Deus abençoe a todos!

 

Ouçam o sucesso TÁ COLADO:

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